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Segurança pública e a PEC no Senado
O presidente defendeu que a União amplie sua participação no combate ao delito organizado. Ele atribuiu aos Estados a maior segmento da responsabilidade pela superfície desde a Constituição de 1988.
“Em 1988, a responsabilidade passou para os Estados. Ficou evidente que o Estado sozinho não dá conta. A bandidagem cresceu, ficaram sofisticados, entraram no Poder Judiciário, partidos, clubes de futebol”, disse.
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Lula afirmou que uma das respostas do governo foi o envio da PEC da Segurança ao Congresso. A proposta foi aprovada pela Percentagem de Constituição e Justiça do Senado em setembro, mas ainda não foi analisada pelo plenário.
“O que pudemos fazer foi mandar para o Congresso uma medida que a União tomaria mais conta”, declarou o petista. A expectativa do governo é obter espeque dos senadores para seguir com o texto e substanciar, ainda no segundo vez, o exposição de combate ao delito organizado.
Repto de mobilizar quem não foi votar
Na avaliação de Lula, outro duelo das próximas três semanas será mobilizar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro vez. Ele disse que a campanha precisa convencer esse grupo a participar da decisão.
“Vocês acham que eu não fiquei desapontado? Eu sempre quero lucrar no primeiro vez. São 30 milhões de pessoas que não foram votar. O que aconteceu com elas?”, afirmou.
O presidente disse que a escassez pode estar relacionada ao desinteresse do eleitorado e atribuiu à própria campanha a tarefa de tentar virar esse cenário. “Temos que convencer, a provável razão é desinteresse, e a responsabilidade é nossa.”
Na votação de domingo, 4, estavam ao lado de Lula Haddad, Tebet, Marina Silva e Alckmin. Nenhum dos ministros foi eleito.
Continência supera 33 milhões
Dos quase 159 milhões de eleitores no Brasil, 125 milhões compareceram às urnas. O primeiro vez registrou 33,4 milhões de ausentes, o equivalente a 21% do eleitorado capaz, estimado em 158,7 milhões de pessoas. É o maior percentual de continência desde 1998, quando chegou a 21,5%.
O número também supera o de 2022, quando 32,7 milhões de eleitores deixaram de votar. A quantidade de ausentes vem crescendo nos últimos pleitos: foram 27,7 milhões em 2014 e 29,9 milhões em 2018.
Quem não votou precisa justificar a escassez à Justiça Eleitoral no prazo de 60 dias. Se a justificativa não for apresentada ou não for aceita, o sufragista fica sujeito ao pagamento de multa de R$ 3,51.
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https://www.contrafatos.com.br/soberbo-lula-diz-que-nao-ha-razao-para-nao-ser-reeleito-mas-terminou-1o-turno-atras-de-flavio//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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