A ata com as regras do encontro havia sido assinada por todos os partidos, incluindo o PT. O documento previa que, caso um candidato não comparecesse, seu púlpito ficaria vazio no cenário, identificado por uma placa. Também estava previsto que, em uma das rodadas de tema livre, os presentes que desejassem poderiam formular em trinta segundos a pergunta que fariam ao ausente.
Na avaliação da emissora, as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes do debate geraram instabilidade jurídica e configuraram uma interferência indevida na liberdade de prensa para organizar encontros eleitorais. A TV Orbe ressaltou sua longa tradição na promoção de debates e reafirmou seu compromisso com a democracia e a discussão de ideias e projetos para o país.
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Ausências de Lula e Flávio Bolsonaro uma vez que mecha
A confirmação da pouquidade do candidato Flávio Bolsonaro (PL) foi o gatilho final para o cancelamento. Lula (PT) já havia expedido previamente que não participaria. Ambos figuram entre os mais muito colocados nas pesquisas eleitorais recentes.
Em vez de ir ao encontro com os demais concorrentes, Lula optou por participar de um podcast popular com milhões de inscritos no YouTube. Já Flávio Bolsonaro acusou o TSE de afetar a liberdade de prensa ao mudar as regras pré-estabelecidas do embate.
Repercussão na prensa mundial
Reuters
A sucursal Reuters foi uma das primeiras a noticiar o vestimenta. No título, o veículo mencionou a pouquidade prévia de Lula e a desistência de Flávio Bolsonaro. A material foi replicada por veículos de países uma vez que Itália e França.
Al Jazeera
O site do ducto Al Jazeera afirmou que o presidente brasílio e o candidato da oposição “ignoraram” o último debate e “recusaram a oportunidade” de discutir antes do primeiro vez. O portal destacou a estratégia de Lula ao preferir o podcast e a reação de Bolsonaro.
“O candidato de direita se referia a uma decisão que impedia a emissora responsável pela transmissão do debate de manter o assento vazio do presidente Lula no palco”, escreveu o veículo.
El Mundo
O jornal espanhol El Mundo usou a frase “caos no Brasil” para descrever o cenário. Além de detalhar as alegações da TV Orbe sobre interferência judicial na liberdade de prensa, o veículo trouxe a reação sátira de candidatos confirmados no encontro, uma vez que o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O site também reportou que, no mesmo dia, a revista “Piauí” revelou a organização, pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de festas sexuais para políticos, magistrados e outros “homens poderosos”.
AFP
A sucursal AFP também relatou que Lula e Flávio “ignoraram” o debate. Destacou que os dois principais candidatos à Presidência “intensificaram as táticas sujas na reta final da campanha polarizada”, citando uma vez que exemplo “uma acirrada discussão” sobre a santa padroeira do Brasil, envolvendo um projeto arquivado há quase 20 anos que tinha o objetivo de retirar esse título da Nossa Senhora.
“Alguns comentaristas interpretaram a decisão do presidente de faltar ao debate final uma vez que uma tentativa de evitar críticas de outros participantes que não são de esquerda. Mas o programa foi cancelado depois que Bolsonaro também desistiu, acusando o tribunal eleitoral de increpação depois levante proibir que o programa deixasse um púlpito vazio no estúdio para simbolizar Lula. Os participantes também foram proibidos de direcionar seu tempo de fala para o espaço vazio”, contou a AFP.
El Mundo repercute cancelamento de debate no Brasil — Foto: Reprodução
CNN em espanhol, EFE, El Tiempo e El Comercio
A CNN em espanhol também abordou o caso, descrevendo a instabilidade jurídica por trás da decisão. A sucursal EFE, o jornal colombiano El Tiempo e o periódico peruviano El Comercio fizeram o mesmo. “Essa seria a última oportunidade para os eleitores ouvirem as propostas dos principais candidatos à Presidência antes das eleições”, destacou a sucursal espanhola.
O Berlingske, tradicional veículo dinamarquês, também produziu material sobre o debate — Foto: Reprodução
SwissInfo e Berlingske
O portal suíço SwissInfo, um dos principais veículos do país, classificou o incidente uma vez que um caso de “interferência indevida”, referindo-se às decisões do Judiciário brasílio que determinaram mudanças nas regras do debate. Na Dinamarca, o Berlingske, um dos mais tradicionais jornais do país, também publicou sobre o cancelamento, atrelando uma vez que fatores decisivos as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro.
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