Uma reportagem atribuída à CNN trouxe novos questionamentos sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes em um processo de interesse do Banco Master. Segundo o teor reproduzido pelo Jornal da Cidade Online, Moraes pediu vista do julgamento em novembro de 2024, período em que sua esposa, Viviane Barci de Moraes, já havia firmado um contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira ligada a Daniel Vorcaro.
Caso voltou ao plenário em 2026
De convénio com a reportagem citada, o ministro devolveu o processo para estudo do plenário em fevereiro de 2026. Naquele momento, os pagamentos relacionados ao contrato do Banco Master com o escritório de advocacia de sua esposa já eram de conhecimento público.
O processo envolve uma disputa bilionária entre a União e empresas do setor sucroalcooleiro. Em setembro de 2023, o Supremo Tribunal Federalista havia rejeitado, por unanimidade, o pagamento antecipado de aproximadamente R$ 5 bilhões em precatórios a uma empresa específica do setor.
Posteriormente recurso apresentado pelos advogados, o logo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, votou em novembro de 2024 pela manutenção da decisão anterior. Na sequência, Moraes pediu vista, interrompendo temporariamente a estudo do caso. O processo retornou ao plenário em fevereiro de 2026, quando, segundo o relato reproduzido, os ministros se posicionaram pela manutenção da decisão favorável à União.
Questionamentos ganham força no caso Master
A coincidência entre a atuação de Moraes no processo e a existência do contrato entre o Banco Master e o escritório de sua esposa é apresentada pela reportagem uma vez que um ponto de questionamento. O material, porém, não apresenta nesse trecho uma desfecho judicial de que o pedido de vista tenha sido feito para beneficiar o banco, nem estabelece, por si só, uma irregularidade na atuação do ministro.
O incidente se soma a outras controvérsias recentes envolvendo o Banco Master, Moraes e diferentes autoridades do STF. O próprio Jornal da Cidade Online classificou a informação uma vez que uma novidade frente de questionamentos no chamado Caso Master.