Brasil da Esperança afirma que publicações nas redes distorcem fatos, espalham desinformação e atacam Lula e o PT em contexto eleitoral
A federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de liminar contra o Partido Liberal (PL) e os irmãos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL). A querela é de propaganda eleitoral antecipada.
Segundo a representação, conteúdos divulgados no Instagram pelos perfis dos irmãos Bolsonaro e também pela {sigla} partidária teriam sido usados para impulsionar propaganda negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT. Na avaliação da federação, os materiais difundem mentiras e informações retiradas de contexto.
Vídeos publicados por opositores estão no núcleo da ação
Entre os conteúdos apontados na ação está um primeiro vídeo publicado por Flávio Bolsonaro e depois compartilhado pelos perfis do PL e de Carlos Bolsonaro. Na gravação, aparece a asseveração de que “Lula não quer que as facções sejam tratadas porquê terroristas”. Na legenda, o senador e pré-candidato à Presidência da República escreveu que o presidente faz o “oposto” de combater o narcoterrorismo e de sufocar o financiamento dessas facções.
A federação sustenta, no documento enviado à Justiça Eleitoral, que “os valores e objetivos da política externa brasileira são propositalmente distorcidos para, em meio à exposição de imagens cruas de violência física/psicológica, influenciar a opinião do eleitorado e fomentar a falsa percepção de que o dirigente do Executivo e a {sigla} petista atuam na ‘proteção’ dos interesses de facções criminosas”.
Segundo teor tenta associar o PT ao PCC, diz federação
Outro vídeo citado na representação utiliza um suposto áudio de relação telefônica para relacionar o PT ao PCC. O material é reforçado por um recorte com duas manchetes jornalísticas. Para a Brasil da Esperança, a publicação procura “forjar uma inexistente, desleal e trapaceira relação de proximidade entre os mencionados”.
Já uma terceira postagem traz a frase: “As ligações do PT com o submundo parecem não ter limites. Lula e o PT sempre acabam se alinhando com o que não presta”. Nesse caso, o vídeo ainda faz referência direta à ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann.
Gleisi também acionou Flávio Bolsonaro na Justiça
Esse terceiro vídeo também motivou uma ação própria de Gleisi Hoffmann contra Flávio Bolsonaro, apresentada nesta segunda-feira (16). A resguardo da ministra afirma que o senador faz uso “nefasto do desfeita” do recta de sentença e da inviolabilidade parlamentar “com o intuito de exterminar a reputação de adversários políticos, por meio de propagação de pânico e ódio”.
Na ação, Gleisi pede indenização por danos morais e solicita a retirada do teor das plataformas.
Federação pede remoção imediata e multa diária
Os advogados da federação requerem que o teor questionado seja removido imediatamente. De combinação com eles, o uso de imagens sintéticas produzidas por lucidez sintético com texto difamatório contraria a legislação eleitoral. A peça também argumenta que a circulação de material manipulado ocorre de forma instantânea e tem reversão difícil.
Além da retirada das publicações, a federação pede a emprego de multa diária em caso de descumprimento da decisão judicial.
Embate político inclui acusações dos dois lados
Embora critique a atuação dos irmãos Bolsonaro e do PL, a própria disputa passou a incluir publicações semelhantes do outro campo político. Na semana passada, Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Universal da Presidência da República, divulgaram nas redes sociais um vídeo que atribui a Flávio Bolsonaro ligações com organizações criminosas.
Na ocasião, o senador reagiu dizendo que se tratava de uma “notícia falsa para tentar salvar Lula”.
Pressão internacional ampliou a relevância do tema
As tentativas de associar adversários políticos a facções criminosas já vinham sendo observadas em eleições anteriores. Agora, porém, esse tipo de estratégia ganhou mais destaque à medida que aumentou a pressão do governo Trump para que o Brasil classifique PCC e CV porquê organizações terroristas.
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