Investigação aponta traumatismo craniano causado por ataque; pai admitiu ter sacudido a menino
Um par do estado de Washington, nos Estados Unidos, enfrenta acusações criminais pela morte do próprio fruto, um bebê de unicamente sete semanas, ocorrida posteriormente a menino ser levada em estado crítico ao hospital. Os suspeitos são Alyssa Jade Vanderbeck, de 19 anos, e Mark Anthony Labaco Clamor, de 21, que agora respondem judicialmente pelo caso.
O bebê foi atendido no Mary Bridge Children’s Hospital, localizado na cidade de Tacoma. A internação ocorreu em março, quando a menino chegou à unidade médica com lesões graves na cabeça. Apesar dos esforços médicos, o bebê morreu alguns dias depois, levando as autoridades a iniciarem um processo criminal contra os pais.
Laudos médicos indicam sinais de ataque
Documentos do processo obtidos pelo NY Post revelam que os médicos identificaram diversas lesões compatíveis com traumatismo craniano provocado por violência, uma forma severa de ataque infantil.
Entre os ferimentos descritos estão:
- Hemorragias no cérebro
- Lesões relacionadas à falta de oxigenação
- Sangramento na retina
- Possíveis fraturas nas costelas em processo de cicatrização
De harmonia com a equipe médica, o conjunto dessas lesões sugere que a menino pode ter sido vítima de agressões repetidas.
Comportamento dos pais chamou atenção da polícia
Durante a investigação, agentes relataram ter estranhado a postura do par ao retornar ao hospital enquanto os médicos avaliavam o estado do bebê.
Segundo o relatório policial, o comportamento dos dois não parecia comportável com a sisudez da situação, o que despertou ainda mais suspeitas durante a apuração do caso.
Vídeo em rede social passou a integrar a investigação
Outro elemento analisado pelas autoridades foi um vídeo publicado nas redes sociais. Nas imagens, Alyssa Jade Vanderbeck aparece dançando dentro do banheiro do quarto hospitalar onde o bebê estava internado.
O vídeo foi gravado ao som de uma música e divulgado na plataforma TikTok poucos dias posteriormente a internação da menino.
Posteriormente, o registro passou a integrar o conjunto de provas examinadas pelos investigadores.
Pai admitiu ter sacudido o bebê
Em prova às autoridades, Mark Anthony Labaco Clamor afirmou que tentou acalmar o fruto em um momento em que o bebê chorava intensamente.
Segundo ele, durante essa tentativa acabou sacudindo a menino com mais força do que pretendia, o que fez com que a cabeça do bebê se movimentasse de maneira brusca.
O relatório também descreve outro incidente em que o pai tentou estimular fisicamente o bebê quando percebeu que ele não respondia, realizando movimentos de sacudir a menino em uma tentativa de fazê-la reagir.
Necropsia preparatório aponta homicídio
Ainda conforme os documentos judiciais, Alyssa Vanderbeck chegou a gravar vídeos do bebê já debilitado e enviou as imagens para familiares e conhecidos, pedindo orientações sobre porquê agir.
A necropsia preparatório concluiu que a culpa da morte foi homicídio por traumatismo craniano censurável, diagnóstico utilizado em casos em que bebês sofrem lesões graves posteriormente serem sacudidos, agredidos ou lançados com força.
Suspeitos permanecem presos
Os dois suspeitos seguem detidos enquanto o processo continua em curso. A Justiça fixou a fiança em aproximadamente R$ 5,3 milhões para cada um.
As investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes do caso e prescrever a responsabilidade criminal dos envolvidos.
Veja também
EUA,Justiça,TikTok
https://www.contrafatos.com.br/mae-grava-video-para-tiktok-enquanto-bebe-de-7-semanas-morre-no-hospital//Nascente/Créditos -> INFOMONEY





