Os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Eduardo Leite (PSD-RS) discutiram a situação econômica e institucional do Brasil durante participação no programa Ducto Livre.
No debate, os três chefes de Executivo estadual abordaram limitações fiscais do Estado, obstáculos administrativos ao incremento econômico e a distribuição de competências entre os Poderes da República. A edição vai ao ar neste domingo, às 22h.
Ratinho Jr.
Ratinho Júnior tratou da situação fiscal do país e das dificuldades que, segundo ele, deverão marcar o próximo ciclo presidencial. O governador afirmou que o padrão de gestão fundamentado na ampliação de despesas públicas encontra limites diante da atual estrutura das contas nacionais. “É uma utopia encontrar que o próximo presidente vai governar com quantia. Não vai governar com quantia. O país está numa situação lastimoso”, afirmou.
Para o governador do Paraná, o incremento econômico depende de medidas que facilitem investimentos privados e reduzam barreiras administrativas. Ratinho citou projetos que aguardam licenciamento no país porquê exemplo de entraves ao desenvolvimento.
“Quando a gente fala que tem mais de um trilhão [de reais] em empreendimentos esperando qualquer tipo de licenciamento no Brasil, a culpa é da burocracia brasileira. O empreendedorismo precisa aflorar para o país crescer”, declarou.
Caiado
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, abordou o envolvente político vernáculo e avaliou que o debate público tem se concentrado em disputas ideológicas em detrimento de temas estruturais. “O Brasil, de certa maneira, ficou polarizado dentro de uma discussão, e ao invés de enxergar o porvir, embrenhou-se numa luta ideológica”, afirmou.
Caiado acrescentou que questões relacionadas à formação profissional e ao preparo das novas gerações deixaram de ocupar posição medial nas discussões políticas. “Não se analisa porquê o jovem será educado, porquê será profissionalizado ou porquê terá a capacidade de progredir. Esse é o verdadeiro problema”, disse.
Leite
Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, concentrou sua estudo no funcionamento das instituições e na distribuição de competências entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo ele, além das dificuldades fiscais, o país enfrenta limitações relacionadas à capacidade de decisão do Poder Executivo.
Leite sustentou que a ampliação da participação do Congresso Vernáculo na definição do orçamento federalista alterou a dinâmica de formulação das políticas públicas.
O governador mencionou também decisões judiciais que tratam de temas ligados à gestão pública. Para ele, a atuação do Supremo Tribunal Federalista em determinadas matérias alcança áreas tradicionalmente associadas à gestão do Executivo. “Isso vai ensejar a premência de um pacto de governabilidade, com ajustes no papel de cada um”, emendou.
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