O ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Alexandre de Moraes, reconsiderou nesta semana a decisão que permitia a visitante de Darren Beattie, assessor do governo Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena no multíplice da Papudinha, em Brasília. A resguardo havia solicitado que o encontro ocorresse nos dias 16 e 17 de março de 2026.
A mudança de postura de Moraes ocorreu em seguida uma potente mediação do Ministério das Relações Exteriores. O chanceler Mauro Vieira enviou um ofício ao Supremo alertando que a visitante de um representante solene de outro país a um ex-presidente suspenso, principalmente em um ano eleitoral, configuraria uma interferência nos assuntos domésticos brasileiros.
Bem na justificativa de que o encontro não havia sido previamente transmitido à diplomacia e não fazia segmento da agenda solene de Beattie no Brasil, Moraes vetou a visitante. Logo em seguida a decisão judicial, o governo federalista confirmou o cancelamento do visto diplomático do assessor americano.
O perfil do assessor e a reação da oposição
Darren Beattie é um nome influente no governo de Donald Trump e um crítico público do atual governo brasílico e do próprio STF. Em ocasiões anteriores, o assessor já havia classificado o ministro Alexandre de Moraes porquê um arquiteto de perseguição política.
A proibição da visitante gerou indignação imediata entre os aliados de Jair Bolsonaro e na mídia conservadora. Veículos de opinião e apoiadores têm argumentado que o ex-presidente é tratado porquê um “recluso político”, e que a decisão de Moraes atua para mantê-lo solitário. Segundo essa perspectiva, a justificativa de “resguardo da soberania” usada pelo Itamaraty seria somente uma manobra autoritária para impedir que a oposição conte sua versão dos fatos a representantes internacionais e para frear a pronunciação política de Bolsonaro.
Por outro lado, o STF e o governo federalista sustentam que a medida foi estritamente lítico e diplomática, visando proteger o país do uso irregular de credenciais oficiais estrangeiras para fins políticos internos.
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