Pesquisa mostra queda na crédito e aumento da avaliação negativa do tribunal
A crédito da população brasileira no Supremo Tribunal Federalista (STF) registrou o pior nível desde o início da série histórica do Datafolha, iniciada em 2012. De concórdia com levantamento divulgado nesta quarta-feira (11), 43% dos brasileiros afirmam não incumbir na Namoro, o maior índice já registrado pelo instituto.
Na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2024, esse percentual era de 38%, indicando prolongamento da suspicácia em relação ao tribunal.
Crédito subida na Namoro também diminui
Enquanto a suspicácia aumentou, o número de brasileiros que dizem incumbir muito no STF caiu de forma significativa.
Na sondagem mais recente, somente 16% dos entrevistados declararam incumbir muito na Namoro. No levantamento anterior, esse índice era de 24%.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado se aproxima do cenário observado em junho de 2018, quando 14% afirmaram ter cume nível de crédito no tribunal.
Suspicácia também cresce em relação ao Judiciário
O levantamento indica que a percepção negativa não se restringe ao STF. O Judiciário porquê um todo também enfrenta aumento da suspicácia.
Segundo o Datafolha, o percentual de brasileiros que afirmam não incumbir na Justiça subiu de 28% para 36%, atingindo o maior nível da série histórica iniciada em 2017.
Contexto inclui escândalo envolvendo o Banco Master
A pesquisa ocorre em meio a repercussões envolvendo o Banco Master. O caso ganhou destaque depois surgirem indícios de envolvimento pessoal de pelo menos dois ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Outrossim, também tem ganhado espaço nas redes sociais o debate sobre os chamados “penduricalhos”, benefícios adicionais pagos a magistrados. Esses valores extras elevam a remuneração da categoria para patamares muito supra da média salarial da população brasileira.
Avaliação do desempenho dos ministros piora
Outro indicador assinalado pela pesquisa mostra deterioração na avaliação do desempenho dos ministros da Namoro.
Na pesquisa anterior, 32% dos entrevistados classificavam o trabalho do STF porquê “ótimo” ou “bom”. No levantamento mais recente, esse índice caiu para 23%.
Ao mesmo tempo, aumentou a parcela que considera o desempenho “ruim” ou “péssimo”. O percentual passou de 35% para 39%.
Insatisfação varia entre grupos da população
A insatisfação com o STF apresenta diferenças entre grupos sociais.
- Homens: 46% demonstram avaliação negativa.
- Pessoas com ensino superior: 45% de insatisfação.
- Entrevistados com renda superior a dez salários mínimos: índice chega a 65%.
Preferência eleitoral também influencia avaliação
A percepção sobre a Namoro também varia conforme a preferência política dos entrevistados.
Entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 44% dizem estar satisfeitos com o STF, enquanto 12% afirmam estar insatisfeitos.
Já entre os que indicam voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), o cenário é inverso: 67% demonstram insatisfação, e 7% afirmam estar satisfeitos com o tribunal.
Maioria apoia restrições à atuação de ministros
O levantamento também investigou a opinião da população sobre possíveis limites à atuação de ministros do STF.
Os resultados mostram grande esteio a regras mais restritivas:
- 79% discordam que um magistrado julgue processos envolvendo clientes de seus parentes.
- 78% rejeitam a possibilidade de ministros serem sócios de empresas.
- 76% são contra o recebimento de pagamentos por palestras organizadas por instituições privadas.
Metodologia da pesquisa
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 3 e 5 de março. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de crédito de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03715/2026.
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https://www.contrafatos.com.br/desconfianca-no-stf-bate-recorde-e-chega-a-43-aponta-datafolha//Manancial/Créditos -> INFOMONEY





