Fecho do Núcleo São Martinho de Lima gera investigação do Ministério Público
A Prefeitura de São Paulo determinou o fechamento do Núcleo de Convívio São Martinho de Lima, espaço localizado no bairro da Mooca que funciona há muro de 35 anos atendendo pessoas em situação de vulnerabilidade. O núcleo foi fundado pelo padre Júlio Lancellotti, que atualmente não mantém vínculo com a gestão da unidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, a decisão faz secção de um processo de reorganização da rede de assistência social do município. A pasta afirma que os serviços oferecidos à população em situação de rua continuarão sendo prestados em outros centros de protecção da região.
Fecho será feito de forma gradual
De combinação com a prefeitura, o fechamento não ocorrerá de forma imediata. A gestão municipal informou que a desativação será realizada ao longo do mês, de maneira gradual.
Em nota, a gestão afirmou que a medida pretende evitar impactos diretos para as pessoas atendidas no lugar.
A prefeitura também garantiu que os usuários do serviço serão encaminhados para outras unidades da rede socioassistencial existentes na região.
Ministério Público abre investigação
A decisão da prefeitura passou a ser investigada pelo Ministério Público de São Paulo, que abriu na sexta-feira (6) um questionário social para apurar o caso.
O procedimento foi instaurado para indagar o que o órgão classificou uma vez que “verosímil fecho das atividades” do núcleo.
Atualmente, o Núcleo de Convívio São Martinho de Lima atende aproximadamente 400 pessoas por dia, principalmente com a distribuição de refeições e suporte social.
Promotor questiona impacto da medida
O promotor Ricardo Manuel Castro, responsável pelo despacho que determinou a exórdio da investigação, mencionou que a prefeitura apresentou uma vez que justificativa uma requalificação da rede socioassistencial da cidade.
A proposta, segundo a gestão municipal, teria uma vez que objetivo melhorar os serviços oferecidos à população vulnerável.
No entanto, o promotor destacou que não há garantias claras de que a mudança ocorrerá sem afetar o atendimento prestado atualmente.
Diante dessa incerteza, o Ministério Público decidiu iniciar o procedimento para determinar possíveis impactos do fechamento na população atendida pelo espaço.
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