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O ex-presidente Jair Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de familiares, líderes religiosos e aliados políticos enquanto permanece em custódia. Durante esses encontros, além de comentar o cenário político e eleitoral, Bolsonaro também compartilha relatos pessoais sobre sua rotina e preocupações atuais. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo.
Segundo relatos de pessoas próximas, Bolsonaro teria mencionado que enfrenta pesadelos recorrentes desde que passou a satisfazer prisão. Em conversas reservadas, o ex-presidente também demonstrou preocupação com a segurança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a campanha presidencial. O temor estaria ligado ao histórico do atentado a faca sofrido por Bolsonaro em 2018, durante a campanha eleitoral daquele ano.
Ainda de entendimento com as informações divulgadas, Bolsonaro demonstra frustração por não conseguir seguir com liberdade totalidade as movimentações políticas fora da prisão. No sítio onde está custodiado, ele possui entrada à televisão oportunidade exclusivamente por algumas horas por dia, o que limita o séquito regular das notícias e acontecimentos políticos.
Uma perícia médica da Polícia Federalista descreveu secção da rotina diária do ex-presidente. Pela manhã, Bolsonaro costuma tomar banho, fazer a barba e destinar secção do tempo à leitura de livros. Em alguns momentos, ele também acompanha programas esportivos na televisão. Depois o almoço, costuma repousar e, no período da tarde, realiza pequenas caminhadas no sítio de custódia.
O ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia, que visitou Bolsonaro em fevereiro, relatou que o ex-presidente pediu que fosse transmitido um recado ao senador Flávio Bolsonaro, orientando cautela ao longo da disputa eleitoral deste ano. Segundo Nabhan, Bolsonaro chegou a se emocionar ao tratar do tema durante a conversa.
A preocupação também foi mencionada em encontros com o sacerdote Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terreno, que presta assistência religiosa ao ex-presidente com autorização do Supremo Tribunal Federalista (STF). Em enunciação citada na reportagem, o religioso afirmou que Bolsonaro demonstra estar traumatizado com os acontecimentos recentes e preocupado com sua família.
“Acho que Bolsonaro é um varão traumatizado”, afirmou o religioso.
“Ele teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para se tutorar e tutorar os seus.”






