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Uma reportagem publicada pela CNN Brasil aponta que especialistas em computação judiciario, peritos e policiais identificaram limitações técnicas na explicação apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista, sobre mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O caso envolve dados analisados depois a prisão do empresário durante a Operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025.
Segundo a reportagem, Moraes afirmou em nota que capturas de tela encontradas no celular de Vorcaro estavam vinculadas a pastas associadas a outros contatos, o que indicaria que as mensagens não teriam sido destinadas ao ministro. A revelação sustenta que os arquivos estavam relacionados a contatos diferentes na estrutura de armazenamento do aparelho analisado.
No entanto, peritos ouvidos pela reportagem afirmam que a organização de arquivos depois uma perícia do dedo não permite identificar involuntariamente o destinatário de uma mensagem. Isso ocorre porque os sistemas utilizados em investigações digitais reorganizam os dados com base em critérios técnicos para preservar a chamada cárcere de custódia das evidências, garantindo que os arquivos não sejam alterados durante o processo de estudo.
A profissional em recta do dedo Antonielle Freitas explicou que, durante a estudo judiciario, os dados são examinados porquê bases de dados e metadados armazenados na memória, e não da mesma forma que aparecem na interface visual do celular. Nesse processo, ferramentas especializadas são usadas para reconstruir conversas, identificar metadados e montar uma risco do tempo das atividades registradas no aparelho.
Para realizar esse tipo de estudo, a Polícia Federalista costuma utilizar softwares de perícia do dedo porquê o IPED, instrumento utilizada para examinar dados extraídos de dispositivos eletrônicos. O sistema cria para cada registo um código chamado hash, uma espécie de assinatura do dedo que garante a integridade do teor analisado.
Esse processo técnico também explica por que arquivos diferentes podem chegar agrupados em uma mesma pasta. Isso acontece porque o sistema organiza os dados com base nos primeiros caracteres do código hash, e não pela relação entre os conteúdos ou entre as pessoas citadas nos arquivos.
A reportagem cita ainda que uma conquista de tela feita por Vorcaro no dia de sua prisão aparece armazenada em uma pasta próxima ao contato do senador Irajá Abreu. Em outra pasta, um registo semelhante aparece ao lado do contato da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Para a advogada criminalista Amanda Silva Santos, a simples presença de arquivos na mesma pasta não permite concluir involuntariamente que houve notícia entre as pessoas mencionadas. Segundo ela, a identificação real de um destinatário geralmente depende de outros elementos técnicos, porquê registros de conversas completas, metadados específicos ou dados extraídos diretamente do banco de dados do aplicativo de mensagens.






