Foto publicada por Mônica Bergamo nas redes foi posteriormente identificada uma vez que teor criado por perceptibilidade sintético
A colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, publicou em sua conta na rede social X uma imagem gerada por perceptibilidade sintético para comentar ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel no Irã. Na postagem, a jornalista mencionava “meninas mortas por EUA e Israel no Irã”.
A imagem compartilhada fazia referência a um suposto funeral coletivo em seguida ataques que teriam atingido uma escola em Minab, cidade localizada no sul do país. Segundo o relato associado à publicação, milhares de pessoas teriam participado da cerimônia retratada.
Origem da imagem
A foto divulgada por Bergamo havia sido publicada anteriormente no perfil do meato venezuelano Telesur no Instagram. Na postagem, o veículo atribuía a autoria da imagem à emissora Al Jazeera.
De consonância com o texto divulgado pelo Telesur, “o funeral coletivo se despediu de mais de 171 pessoas, em sua grande maioria meninas do ensino fundamental, assassinadas quando projéteis da associação entre EUA e Israel atingiram diretamente a escola, consolidando levante uma vez que o evento mais mortífero da atual ofensiva da governo Trump e do regime sionista”.
Alerta da checagem do X
Em seguida a publicação, uma nota da comunidade do X — sistema colaborativo de verificação de informações da plataforma — indicou que a imagem utilizada não era uma retrato real.
Segundo o alerta, tratava-se de uma imagem criada por perceptibilidade sintético.
O link indicado na checagem direcionava para o perfil do jornalista paquistanês Harmeet Singh, que posteriormente admitiu ter utilizado IA para gerar a foto. Singh também é CEO de uma filial de publicidade voltada para estratégias de “engajamento do dedo”.
Publicação original do responsável da imagem
Na postagem inicial, feita na terça-feira (3), Singh escreveu:
“Orações fúnebres realizadas para 160 crianças inocentes mortas em ataque a escola no Irã, atmosfera de luto”.
Responsável reconheceu uso de perceptibilidade sintético
Em seguida críticas de diversos usuários nas redes sociais, o jornalista paquistanês confirmou que a imagem havia sido produzida com auxílio de perceptibilidade sintético.
“Compartilhei a foto gerada por IA simbolicamente para refletir a dimensão da tragédia”, declarou.
“Mais de 160 estudantes teriam sido mortos.”
Ele acrescentou:
“Isso não é somente uma estatística; eram crianças com nomes, sonhos e famílias.”
“Mais uma vez, muitos ao volta do mundo acusam Israel e os Estados Unidos de permitirem ou realizarem ações que resultam na morte de crianças inocentes.”
“Nenhuma justificativa política pode extinguir a dor da perda de vidas jovens”, concluiu. “O mundo precisa encarar esse dispêndio humano com honestidade.”
Postagem segue disponível
Mesmo em seguida a repercussão e a confirmação de que a imagem foi gerada por perceptibilidade sintético, a foto continua publicada nos perfis do jornalista paquistanês, do meato venezuelano Telesur e também da colunista da Folha de S.Paulo.
Veja também
Estados Unidos,EUA,Irã,Israel,Trump
https://www.contrafatos.com.br/colunista-da-folha-compartilha-imagem-fake-gerada-por-ia-ao-criticar-mortes-de-meninas-no-ira//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY







