Brasília se prepara para dias de altíssima tensão. A Percentagem Parlamentar de Sindicância (CPI) do Violação Organizado marcou para esta semana a votação de um dos requerimentos mais explosivos de sua agenda: a convocação de Viviane Barci, advogada e esposa do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Alexandre de Moraes.
A deliberação promete parar o Congresso Pátrio e já movimenta os bastidores da capital, colocando em rota de colisão direta o Legislativo e a cúpula do Judiciário.
O foco da investigação
O interesse dos parlamentares na oitiva de Barci gira em torno do polêmico e milionário contrato firmado entre o seu escritório de advocacia e o Banco Master — instituição financeira que se tornou o epicentro de investigações sobre fraudes bilionárias, lavagem de quantia e evasão de divisas.
Os membros da CPI querem respostas claras sobre a natureza dos serviços prestados que justificariam o montante de R$ 129 milhões. Entre as suspeitas levantadas pelos autores do requerimento, estão:
Pouquidade de comprovação: Indícios de que não houve prestação efetiva de serviços de consultoria jurídica proporcionais ao valor pago.
Tráfico de influência: A apuração sobre se a posição do seu marido, Alexandre de Moraes, teria influenciado a contratação ou o curso de processos de interesse do banco.
Rota do quantia: O rastreamento de uma vez que esses valores ingressaram nas contas do escritório e para onde foram direcionados posteriormente, cruzando dados com as investigações da Polícia Federalista sobre o esquema de Daniel Vorcaro.
Terremoto nos bastidores
A mera possibilidade de colocar a esposa de um dos ministros mais poderosos da República na cadeira de depoente gerou um clima de guerra em Brasília. Parlamentares da base do governo, aliados ao STF, articulam uma força-tarefa intensa para esvaziar a sessão ou barrar o requerimento, alegando que a convocação tem caráter de “perseguição política” e “intimidação”.
Por outro lado, a oposição e a renque independente da percentagem mantêm o pé no acelerador. O argumento é de que a CPI tem o obrigação constitucional de investigar a fundo o inextricável financeiro do Banco Master, e que “ninguém no Brasil pode estar supra da lei ou imune a questionamentos”.
O que está em jogo?
Se o requerimento for confirmado, a convocação de Viviane Barci representará um marco histórico no escrutínio público das relações entre as altas esferas do Judiciário, grandes bancas de advocacia e o sistema financeiro sob suspeita. O Brasil aguarda o desfecho desta votação, que tem o potencial de reconfigurar o xadrez político e institucional do país.
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