Órgão afirma que não houve comprovação de materialidade delitiva nas declarações da ex-deputada
A Procuradoria-Universal da República (PGR) solicitou, nesta quinta-feira, 12, o arquivamento do sindicância que investigava a ex-deputada federalista Carla Zambelli por suposta obstrução.
O procedimento havia sido franco depois declarações feitas por Carla na internet. Nas manifestações, ela teria proposto a intenção de convencer autoridades estrangeiras, principalmente europeias, a interferirem no direcionamento de processos judiciais em curso no Brasil.
As falas ocorreram depois da pena da portanto parlamentar no Supremo Tribunal Federalista (STF).
PGR vê falta de prova de violação
No pedido de arquivamento, a PGR declarou que não foi verosímil fundamentar a existência de “materialidade delitiva”.
“Os elementos colhidos não indicaram a efetiva concretização de atos capazes de influenciar investigações ou ações penais em curso”, afirmou o órgão.
Segundo o parecer, “as condutas identificadas restringiram-se a publicações em redes sociais e manifestações de caráter opinativo”, sem impacto prático sobre o curso de processos no Supremo.
A Procuradoria também destacou que não há indícios de conluio com agentes estrangeiros ou nacionais que pudessem interferir nos atos do STF.
Julgamento de extradição avança na Itália
No mesmo dia, a Galanteio de Recurso de Roma encerrou a período de audiências no julgamento do pedido de extradição de Carla Zambelli.
Os magistrados entraram na lanço de deliberação, e a sentença deve ser anunciada nos próximos dias, conforme informaram os advogados da ex-parlamentar.
A decisão ainda poderá ser contestada por meio de recursos apresentados pela resguardo e pelo Ministério Público italiano.
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