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Ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF) passaram a suspeitar que o colega Dias Toffoli tenha feito uma gravação clandestina durante uma sessão reservada, na quinta-feira (12), que decidiu pela saída dele da relatoria do processo envolvendo o Banco Master.
Segundo a apuração, a suspeita surgiu depois que falas atribuídas aos magistrados vieram a público em uma reportagem do site Poder360, que publicou trechos do diálogo interno com reprodução literal.
A avaliação entre integrantes da Incisão é de que o incidente causou perplexidade e desconforto, por ser considerado sem precedentes. Na visão de ministros, houve uma quebra de crédito dentro do tribunal.
Magistrados chegaram a encaminhar a reportagem a Toffoli, indicando que acreditam que o teor divulgado só poderia ter sido obtido por meio de gravação.
Os ministros também afirmaram, conforme o relato, que os trechos divulgados foram selecionados de forma a sobresair partes favoráveis a Toffoli, sem mostrar toda a complicação do que foi discutido na reunião.
Na reportagem, Gilmar Mendes teria dito:
– Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master cá no STF que contrariaram a Polícia Federalista. E a Polícia Federalista quis revidar.
Cármen Lúcia aparece em outro trecho afirmando:
– Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo.
Ela também teria defendido uma decisão rápida, para evitar desgaste prolongado, e disse que era necessário “pensar na institucionalidade”, apesar de declarar ter “crédito” em Toffoli.
Luiz Fux, por sua vez, teria sido direto:
– O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é em prol dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo.
Nunes Marques também foi citado com uma fala mais dura:
– Para mim, isso é um zero jurídico. Isso é um paradoxal: o juiz lá da comarca do interno passará a ser comandado pelo representante sítio se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O sr. [Fachin] não pode colocar em votação a arguição.
André Mendonça também teria minimizado a delação apontada no relatório:
– Tem uma questão sobre o que é descrito uma vez que relação íntima do ministro Toffoli. Isso não existe. Está cá evidente que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Porquê disse o ministro Fux, a vocábulo do ministro Toffoli tem fé pública. Logo, isso está descartado.
Cristiano Zanin, segundo a publicação, teria afirmado:
– Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federalista até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, intercepção de celulares? Isso cá tudo é nulo.
Já Flávio Dino aparece criticando o relatório entregue pela Polícia Federalista:
– Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin].
Apesar das manifestações registradas, os ministros concluíram que o melhor para a Incisão seria a saída de Toffoli do caso.
Procurado, Toffoli negou ter feito qualquer gravação ou repassado informações a terceiros:
– Não gravei e não relatei zero para ninguém.
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