Portaria foi assinada pelo comandante da força e formalização ocorrerá no dia 31
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), foi autorizado a passar para a suplente do Tropa Brasiliano. A decisão partiu do comandante da força, general Tomás Paiva, que assinou a portaria na noite anterior. A formalização do ato está prevista para o dia 31, data em que o Quotidiano Solene da União tradicionalmente publica promoções e aposentadorias de militares.
Com a mudança de status, Cid permanece com a patente de tenente-coronel e passa a receber remuneração proporcional ao tempo de serviço prestado à corporação. O soldo-base do posto é de R$ 12,2 milénio, mas, somados adicionais e gratificações, a remuneração média bruta alcança murado de R$ 23 milénio. O valor líquido normalmente fica em torno de R$ 16 milénio, montante próximo ao que ele deverá passar a receber na suplente.
Pedido antecipado e contexto da saída de Mauro Cid do Tropa
A solicitação para inclusão na chamada prestação compulsória foi apresentada por Mauro Cid em agosto do ano pretérito, antecipando sua passagem para a suplente antes de completar os 35 anos de serviço, prazo habitual para militares da ativa.
Quando assumiu o comando do Tropa, em janeiro de 2023, o general Tomás Paiva já havia sugerido essa escolha. Na ocasião, no entanto, Cid optou por permanecer no serviço ativo, apesar de estar ausente de suas funções naquele período.
Pena, prisão e situação atual
Mauro Cid foi sentenciado a dois anos de prisão em regime ingénuo em razão de sua participação em uma tentativa de golpe de Estado, mas atualmente responde em liberdade. Ele permaneceu recluso por alguns meses e, em seguida firmar conformidade de colaboração com a Polícia Federalista, em 2023, passou a usar tornozeleira eletrônica.
Em novembro do ano pretérito, o dispositivo foi retirado em seguida decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). Com isso, Cid se tornou o primeiro sentenciado no caso a permanecer livre, encerrando as medidas cautelares que ainda recaíam sobre ele.
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