Delcy defendeu soberania política e afirmou que conflitos internos devem ser resolvidos pelos venezuelanos
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país não aceitará mais interferências externas e declarou que “já basta das ordens” dos Estados Unidos sobre a política venezuelana.
A enunciação foi feita durante um ato com trabalhadores petroleiros na cidade de Puerto La Cruz, no noroeste do país, com transmissão da emissora estatal VTV.
“É importante que abramos espaços para a divergência democrática, mas que seja a política com P maiúsculo e com V de Venezuela. Já basta das ordens de Washington sobre políticos na Venezuela; que seja a política venezuelana a resolver nossas divergências e nossos conflitos internos”, declarou.
Exposição sobre diálogo e limites
No mesmo evento, Delcy afirmou que a discussão política é bem-vinda, desde que ocorra com reverência entre aqueles que pensam de forma dissemelhante. Ao mesmo tempo, fez críticas duras a opositores que, segundo ela, atuariam para prejudicar o país.
“É bem-vinda a discussão com reverência com aqueles que pensam dissemelhante, mas aqueles que buscam o dano e o mal devem ser rejeitados e separados da vida vernáculo”, afirmou.
Sem reportar nomes, a presidente interina acrescentou:
“Aqueles que se atreveram a ir aos Estados Unidos agradecer pelo bombardeio contra nosso povo não merecem a pundonor deste país nem sua nacionalidade”.
Convocação de diálogo vernáculo
Delcy lembrou que, na sexta-feira (23), havia proposto a convocação de um “verdadeiro diálogo” no país. Segundo ela, a iniciativa deveria incluir setores políticos alinhados e divergentes, com a missão atribuída ao seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento.
Ela defendeu que esse processo produza “resultados concretos e imediatos”, reforçando que o debate precisa ser orientado internamente.
“Que seja venezuelano e que não se imponham mais ordens externas, nem de Washington, nem de Bogotá, nem de Madri”, afirmou.
Críticas em seguida tomada de Maduro
No sábado (24), Rodríguez classificou porquê “vergonhoso” o roupa de venezuelanos comemorarem o ataque militar dos EUA no qual o governante Nicolás Maduro foi conquistado. A enunciação ocorreu uma semana em seguida a líder opositora María Corina Machado se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump.
Em 15 de janeiro, Machado entregou a Trump, na Vivenda Branca, a medalha do Prêmio Nobel da Silêncio 2025, concedida a ela pelo Comitê Norueguês do Nobel. O objeto foi escoltado por uma mensagem de reconhecimento pelas ações de Trump em obséquio da “liberdade” da Venezuela.
Declarações contraditórias de Trump
Em 4 de janeiro, um dia em seguida o ataque militar, Trump afirmou em entrevista à revista The Atlantic que, se Delcy “não fizer o que é correto”, pagaria “um preço muito supino, provavelmente mais supino que o de Maduro”.
Dias depois, porém, em seguida uma conversa telefônica com a líder chavista, o presidente norte-americano mudou o tom. Em 14 de janeiro, descreveu Delcy Rodríguez porquê “uma pessoa fantástica” e disse que os dois haviam “trabalhado muito muito” juntos.
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