Presidente defende ampliação de pastas e diz que estrutura governamental precisa refletir demandas sociais
Durante a cerimônia de assinatura do contrato para a construção de cinco navios gaseiros no Estaleiro Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou modelos de governo com estrutura ministerial reduzida. Segundo ele, administrações com poucos ministérios demonstram menor capacidade de atender às necessidades da população.
Na avaliação do presidente, a organização da máquina pública deve escoltar a variação social do país. Para Lula, diminuir o número de pastas compromete a eficiência do Estado e enfraquece a representação de diferentes setores da sociedade dentro do governo.
Estrutura ministerial atual e conferência com governo anterior
Atualmente, o governo federalista conta com 38 ministérios. Em 2024, esse número chegou a 39 pastas, depois a geração do Ministério da Reconstrução do Rio Grande do Sul, instituído em resposta às tragédias climáticas no estado. Mesmo com a ulterior extinção da pasta emergencial, a estrutura segue mais ampla do que a da gestão anterior.
No governo de Jair Bolsonaro (PL), o totalidade de ministérios era de 21, o que representa uma diferença de 17 pastas em relação à atual governo petista. Esse aumento tem sido claro de críticas recorrentes da oposição, que associa a ampliação ao propagação dos gastos públicos.
Resposta às críticas sobre gastos públicos
Ao relembrar o período pós-eleitoral de 2022, Lula afirmou que foi duramente criticado ao anunciar a geração de novos ministérios. Segundo ele, opositores sustentavam que menos pastas resultariam em menor despesa para o Estado.
O presidente rebateu esse argumento com uma enunciação contundente: “Alguém dizia que, quanto menos ministério você tem, menos gasto você tem”. Em seguida, completou: “Eu vou proferir: quanto menos ministério você tem, mais incompetente você é, porque você precisa colocar os movimentos da sociedade brasileira.”
Resguardo de ministérios temáticos
Lula também citou exemplos de áreas que, segundo ele, necessitam de ministérios próprios para funcionar adequadamente. Um dos casos mencionados foi o da Pesca, que anteriormente estava subordinada ao Ministério da Cultivação. Para o presidente, essa vinculação não fazia sentido diante das especificidades do setor.
Aliás, o encarregado do Executivo questionou a pouquidade histórica de pastas voltadas para políticas de paridade racial e de gênero, destacando o perfil demográfico do país.
Paridade racial e políticas para mulheres
O presidente lembrou que o Brasil tem uma população majoritariamente negra e feminina, argumento que, para ele, justifica a existência de ministérios específicos. Ele ressaltou que murado de 50% da população brasileira é negra e 52% são mulheres, o que reforça a premência de políticas públicas direcionadas.
“Por que não tem o Ministério das Mulheres, se elas são 52% da população brasileira?”, questionou Lula. Em seguida, acrescentou: “E hoje são vítimas do desrespeito à política de gênero e são vítimas dos homens por conta do feminicídio.”
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