Lottopar aponta entendimento do STF uma vez que base jurídica para funcionamento de videoloterias
A divulgação de vídeos, nesta quarta-feira (21), exibindo máquinas de apostas em operação no Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Evidente, no interno do Paraná, reacendeu o debate sobre o padrão legítimo adotado pelo estado para esse tipo de jogo. O empreendimento, segundo revelou o portal Metrópoles, foi construído por familiares do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Dias Toffoli.
As imagens mostram equipamentos visualmente semelhantes a caça-níqueis espalhados por áreas do resort. Depois a repercussão, foram analisados decretos estaduais, normas da Loteria do Estado do Paraná (Lottopar) e editais públicos que tratam da autorização e do enquadramento legítimo dessas máquinas no território paranaense.
Decreto estadual e enquadramento das videoloterias
A base legítimo citada pelo governo estadual remonta a um decreto editado em 2022, que regulamentou o funcionamento da Lottopar e estabeleceu as modalidades lotéricas permitidas. Entre elas está a chamada loteria instantânea, popularmente conhecida uma vez que “raspadinha”, autorizada tanto em formato físico quanto eletrônico.
É dentro dessa classificação que o Paraná enquadra as chamadas videoloterias, modalidade que tem sido cândido de críticas por lembrar visualmente jogos de cassino. Para o governo estadual, no entanto, trata-se somente de uma atualização tecnológica de um resultado já previsto em lei.
Resguardo solene da Lottopar
Em nota encaminhada à prensa, a Lottopar afirmou que “as videoloterias representam a evolução tecnológica da loteria instantânea” e que “a tecnologia altera o meio de operação, não a natureza jurídica do resultado”.
Em enviado divulgado em dezembro, ao responder a críticas que classificavam o padrão uma vez que “minicassinos”, a autonomia declarou que “não há qualquer exploração ‘na fronteira da validade’” na estrutura adotada pelo Paraná.
Segundo o órgão, o sistema estadual constitui “treino regular, legítimo e inequívoco da cultura constitucional dos Estados para explorar serviços lotéricos”, entendimento que, conforme sustenta a própria Lottopar, já está consolidado no Supremo Tribunal Federalista.
Precedente do STF citado uma vez que fundamento
A Lottopar também recorre a uma decisão do STF de 2019, quando a Galanteio reconheceu a cultura dos estados para explorar modalidades lotéricas previstas em legislação federalista. À estação, Dias Toffoli acompanhou esse entendimento.
De concordância com a autonomia, esse precedente jurídico respalda a autorização concedida no Paraná para a operação das videoloterias, incluindo aquelas que funcionam em terminais eletrônicos.
Jogos identificados no resort
A partir do material divulgado pelo Metrópoles, foi provável identificar os jogos em funcionamento no Resort Tayayá. O levantamento cruzou as imagens com listas públicas e editais da Lottopar que relacionam empresas e títulos autorizados.
A estudo indica que os jogos exibidos no sítio fazem secção do portfólio da Prohards, uma das duas empresas habilitadas pela autonomia estadual para explorar a modalidade de loteria instantânea eletrônica no Paraná.
Entre os títulos certificados aparecem nomes uma vez que Magic Mouse e Quino Ball, os mesmos visualizados nos vídeos gravados no resort.
Limites da legislação e jogos proibidos
Apesar da autorização para as modalidades previstas nos decretos estaduais, a legislação mantém restrições claras. Jogos de cartas com apostas diretas em verba, disputados contra dealers, continuam proibidos pela legislação vernáculo e não integram o padrão lotérico adotado pelo Paraná.
Esse é o caso do blackjack, citado na apuração do Metrópoles, que não se enquadra nas permissões concedidas pela Lottopar e segue fora do escopo legítimo estadual.
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Dias Toffoli,STF,Supremo,Vídeos
https://www.contrafatos.com.br/lei-do-parana-permite-raspadinhas-eletronicas-vistas-em-resort-associado-a-toffoli//Manancial/Créditos -> INFOMONEY








