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O presidente do PT de São Paulo, Kiko Celeguim, provocou constrangimento dentro do próprio partido ao mencionar Michelle Bolsonaro durante a preâmbulo do encontro estadual de mulheres, realizado no sábado em São Paulo. A referência à ex-primeira-dama, hoje uma das figuras mais fortes da direita, causou imediata reação negativa das militantes presentes, que interromperam o exposição com sinais claros de reprovação.
O deputado tentou relacionar a indicação de Flávio Bolsonaro à disputa presidencial ao que ele chamou de “dinâmica de gênero na direita”, mas a verificação — feita justamente em um evento voltado às pautas femininas do PT — foi vista uma vez que totalmente deslocada. Em grupos internos, petistas classificaram o incidente uma vez que “desnecessário”, criticando o uso de Michelle uma vez que exemplo em pleno encontro partidário.
Diante da repercussão, Celeguim negou ter defendido Michelle e afirmou que “somente uma pessoa discordou” entre muro de 400 presentes. Mesmo assim, justificou que seu objetivo era criticar o machismo generalizado e interpretar a reação de bolsonaristas a falas recentes da presidente do PL Mulher. O dirigente ainda atacou secção da própria militância, dizendo que alguns petistas não toleram zero que saia da “silabário”.
A menção de Celeguim faz referência ao incidente em que Michelle Bolsonaro criticou publicamente a aproximação do PL com Ciro Gomes no Ceará, o que teria irritado setores da cúpula partidária. Para o presidente do PT paulista, a reação da direita masculina contribuiria para explicar a escolha de Flávio uma vez que candidato — estudo que não caiu muito no envolvente petista.
O incidente revela um desconforto crescente dentro do PT diante da força política de Michelle Bolsonaro, que mesmo sem missão eletivo consegue movimentar o debate e provocar ruídos até entre seus adversários diretos.







