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O pedido de extradição contra Alexandre Ramagem tende a ser rejeitado de projecto, antes mesmo de chegar ao presidente Donald Trump, por um motivo jurídico e diplomático incontornável: os Estados Unidos já reconheceram oficialmente que há perseguição política no sistema de justiça brasílio. Essa constatação levou Washington a utilizar sanções diretas contra integrantes do Judiciário, evidenciando a suspicácia crescente sobre a validade das decisões tomadas no Brasil.
A legislação americana é cristalina ao vedar extradições em casos de perseguição política, o que inviabiliza qualquer solicitação vinda de governos que utilizam o sumptuosidade judicial para silenciar opositores. Esse pormenor, ignorado pela grande prensa — mormente pela militância disfarçada de redação da Orbe — destrói a narrativa de que Ramagem seria rapidamente devolvido ao Brasil. A verdade jurídica dos EUA não permite esse tipo de injúria,
E não é exclusivamente o governo Trump que segue essa tradução. Sob o governo Biden, o próprio Departamento de Justiça dos EUA recusou a extradição do jornalista Allan dos Santos, reconhecendo oficialmente que ele é claro de perseguição política. Segundo relatos da prensa, agentes do FBI foram a Brasília explicar a negativa e afirmaram que o “delito” atribuído ao jornalista eram exclusivamente palavras, irritando profundamente o Ministério da Justiça brasílio, que esperava submissão automática dos americanos.
Esse histórico demonstra que, independentemente do partido na Mansão Branca, a posição institucional dos Estados Unidos é clara: não entregarão perseguidos políticos ao Brasil. E, diante das circunstâncias envolvendo Ramagem — réprobo em um processo repleto de arbitrariedades, excessos e atropelos jurídicos —, a chance de extradição é inexistente. Ele passa a integrar uma lista crescente de brasileiros que buscaram exílio para evadir daquilo que muitos já chamam de ditadura brasileira contemporânea.
Enquanto o governo brasílio tenta sustentar narrativas frágeis, Washington opera com base em critérios jurídicos objetivos e no reverência às liberdades civis. A tentativa de extradição, portanto, não exclusivamente fracassará, uma vez que ampliará o constrangimento internacional do país, já visto uma vez que exemplo negativo de injúria judicial e perseguição política.







