As famílias Alves da Silva e Fioravante, fundadoras da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e proprietárias de 18 prédios utilizados pela instituição, ingressaram na Justiça em 3 de novembro com um pedido para transformar a atual recuperação judicial da universidade em processo de falência.
Segundo as famílias, desde que a recuperação foi deferida, em março deste ano, a instituição deixou de remunerar aluguéis e IPTU referentes aos imóveis que ocupa, acumulando uma dívida superior a R$ 40 milhões — valor que integra um passivo totalidade estimado em muro de R$ 300 milhões.
No documento entregue ao Judiciário, os fundadores classificam o não pagamento porquê “deliberado, injustificável e ilícito”. Eles afirmam, ainda, que a FMU estaria vivendo uma “insolvência estrutural disfarçada sob o véu da recuperação judicial”, sugerindo que o processo atual serviria unicamente para delongar uma falência considerada inevitável. Para as famílias, não há condições reais de ininterrupção das operações sem medidas mais profundas.
Negociações emperradas
Em meio ao embate judicial, estão marcadas para os dias 19 e 26 de novembro assembleias de credores, nas quais os atuais controladores da FMU — o fundo Farallon, que assumiu o comando em 2020, posteriormente a compra da Laureate pela Ânima Instrução — tentarão prosseguir nas negociações com os antigos proprietários. Até o momento, porém, as conversas pouco evoluíram.
A recuperação judicial foi aceita pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo em março, com o objetivo de reorganizar débitos que ultrapassavam R$ 116 milhões. Na decisão, o juiz Marcelo Stabel de Roble reconheceu a situação de crise econômico-financeira da instituição e afirmou que o procedimento seria necessário para preservar suas atividades.
Crise e renovação
A FMU atribui a deterioração de suas finanças à combinação de fatores que se intensificaram nos últimos anos: custos elevados para adaptação ao ensino remoto durante a pandemia, restrições no entrada ao Fies desde 2021, aumento da inadimplência e queda na retenção estudantil. Segundo a instituição, desde 2023 vêm sendo adotadas medidas internas para reequilibrar as contas, e há expectativa de melhora da margem Ebitda ajustada, projetada para 21,5% em 2025.
Apesar das dificuldades, a instituição registrou faturamento líquido de R$ 318 milhões em 2024 e mantém muro de 1,1 milénio funcionários diretos e 2 milénio indiretos. Com mais de 100 cursos ativos, entre graduação, pós-graduação e MBA, a FMU reforça que a recuperação judicial é um instrumento lítico para evitar a falência, preservar empregos e manter a ininterrupção dos serviços enquanto renegocia suas dívidas.
O caso segue em estudo pela Justiça, enquanto credores e gestores tentam encontrar uma solução para o horizonte da universidade.
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