A deputada federalista Luizianne Lins (PT-CE) está incomunicável há tapume de 40 horas, segundo informou seu gabinete nesta sexta-feira (3). A parlamentar integrava a Flotilha Global Sumud, grupo de navios que levava ajuda humanitária para a Tira de Gaza e foi interceptado pela Marinha de Israel em águas internacionais. Outros 14 brasileiros também estão detidos.
Segundo a nota solene do gabinete, Luizianne e os demais passageiros foram transferidos para o núcleo de detenção de Ktzoit, localizado sobre 30 km da fronteira com o Egito. O enviado afirma que eles deverão receber ainda hoje visitas consulares da Embaixada do Brasil, mas sem horário definido.
“O governo brasiliano deplora a ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica”, disse o Itamaraty em nota. O ministério afirmou que acompanha o caso “com preocupação” e que, no atual contexto, Israel é responsável pela segurança dos detidos.
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Pedestal jurídico e diplomático
O gabinete de Luizianne informou que advogados da missão humanitária estão prestando assistência jurídica aos brasileiros, enquanto o serviço consular brasiliano faz a checagem das condições de integridade física e segurança.
A parlamentar, ex-prefeita de Fortaleza e em seu segundo procuração na Câmara, publicou vídeo nas redes sociais antes da interceptação, afirmando ter sido “sequestrada pelas forças de ocupação israelenses”.
O incidente ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária em Gaza, onde restrições israelenses têm dificultado a ingressão de vitualhas, medicamentos e combustível. O Brasil, por meio do Itamaraty, tem reforçado pedidos para a sinceridade de corredores humanitários e para a proteção de civis.
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