No mesmo dia em que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federalista (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma enunciação pública em nome do pai, defendendo sua inocência e chamando a sentença de “perseguição”.
A revelação ocorreu nesta quinta-feira (11), logo em seguida o parlamentar visitar o ex-presidente em seu condomínio no setor noroeste de Brasília. Ao conversar com jornalistas na saída, Flávio afirmou que estava autorizado a transmitir uma mensagem de Bolsonaro à população brasileira.
“A mensagem que eu quero deixar cá agora, depois de passar por esses momentos com o presidente Bolsonaro, é uma mensagem dele a toda população”, declarou o senador.
“Firme e possante”: Bolsonaro reage à pena com exposição de resistência
Segundo Flávio, o ex-presidente está determinado a enfrentar as consequências da decisão judicial e mantém a narrativa de que está sendo vítima de perseguição política.
“Brasileiros e patriotas, nós não vamos desistir do nosso Brasil. O presidente Bolsonaro está cá, firme e possante, de cabeça erguida, para encarar de frente essa perseguição, porque a história vai mostrar que nós é que estamos do lado notório”, afirmou.
A enunciação reforça a estratégia de mobilização da base bolsonarista, que já vinha sendo adotada nos últimos meses, principalmente em seguida o progressão das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.
Pena histórica no STF
Na tarde de quinta-feira, a 1ª Turma do STF condenou Bolsonaro por cinco crimes, incluindo:
Tentativa de golpe de Estado
Cessação violenta do Estado Democrático de Recta
Organização criminosa armada
Dano qualificado
Deterioração de patrimônio tombado
Com placar de 4 a 1, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pela pena; o ministro Luiz Fux foi o único voto divergente.
Além de Bolsonaro, outros ex-integrantes do governo e militares de subida patente também foram condenados — entre eles, Walter Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que teve pena reduzida por ter colaborado com a Justiça.
Repercussão vernáculo e internacional
A pena teve grande repercussão no cenário político. Uma deputada dos Estados Unidos, aliada do ex-presidente Donald Trump, criticou o julgamento e classificou a decisão do STF porquê “vingança política”.
No Brasil, além da revelação de Flávio Bolsonaro, aliados porquê o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se pronunciaram, dizendo que a sentença foi “injusta” e que “há um evidente viés político” no processo.
Enquanto isso, o Superior Tribunal Militar (STM) ainda deve julgar a verosímil perda de patente de Bolsonaro e dos militares condenados — um processo inédito que pode ter impactos duradouros nas Forças Armadas.
Próximos passos
Apesar da pena, Bolsonaro ainda não será recluso imediatamente, pois há possibilidade de recursos. A resguardo já indicou que apresentará embargos ao STF, questionando pontos da decisão e tentando pospor o início do cumprimento da pena.
O cenário segue tenso no campo político e jurídico, e a fala de Flávio Bolsonaro indica que a estratégia será de confronto institucional e mobilização popular, apostando no exposição de “perseguição” para manter a base unida.
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