A psicologia ganhou protagonismo no mercado, e muitos traders culpam as emoções por seus prejuízos. Mas, para Cairo Obolari, o Cairo Trader, esse diagnóstico está, muitas vezes, equivocado.
“Em muitos casos, é desculpa”, afirma o trader e mentor, convidado do incidente 239 do GainCast. Segundo ele, antes de falar em controle emocional, o operador precisa estimar sua base técnica.
Cairo explica que as emoções no mercado, uma vez que sofreguidão, temor ou ganância, costumam surgir quando o trader não tem perspicuidade sobre o que está fazendo. “Quando a gente não sabe o que está fazendo, a gente sente sofreguidão”, afirma.
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Para ele, o nervosismo diante do gráfico tem mais a ver com a falta de preparo do que com um suposto descontrole interno. A chave, segundo Cairo, está na proximidade com o mercado.
“Você só tem temor daquilo que não é íntimo. Se você não é íntimo do gráfico, vai sentir temor, vai sentir ganância.”
Esse tipo de conexão, no entanto, não nasce da noite para o dia, ela exige estudo profundo, repetição e prática. “A intimidade só vem com conhecimento profissional”, resume.
Impaciência uma vez que sintoma, não uma vez que motivo
Na visão de Cairo, a sofreguidão não é o problema mediano, mas um sintoma da falta de um projecto técnico muito estruturado.
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Ele afirma que, muitas vezes, o trader sente temor justamente por não saber identificar o momento do mercado, reconhecer padrões gráficos ou fazer uma leitura adequada de volume, o que revela a falta de perspicuidade sobre o que está fazendo.
Embora reconheça a valimento do controle emocional, Cairo alerta que muitos traders usam a psicologia uma vez que muleta para justificar erros que, na verdade, têm origem técnica.
“A pessoa não tem um conhecimento desempenado e já quer operar.”
Por isso, ele defende que o foco principal do trader iniciante deve estar no desenvolvimento técnico.
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“Meu pai me ensinou isso, minha mãe me ensinou isso, desde que eu me conheço por gente. Conhecimento ninguém tira de você. Pode chegar a roubar tudo que você tem, mas o conhecimento ninguém tira. Por isso que eu bato muito na tecla que a técnica liberta. Somente a técnica liberta”, afirma.
Gerenciamento de risco
A valimento do conhecimento técnico se estende também ao gerenciamento de risco. Para Cairo, não adianta seguir regras se o operador não entende a lógica por trás delas.
“Vou te passar um gerenciamento top… Você vai lá tentar seguir, não vai dar bom. Por quê? Porque você não aprendeu o gerenciamento, você não entendeu as técnicas por trás, a lógica por trás do gerenciamento.”
Com foco no estudo aprofundado e na emprego prática, ele afirma que todo o seu método segmento da construção técnica.
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“Eu só seguro as operações porque eu tenho uma técnica que é a meio de trade, é o trailing stop (stop traste). Portanto eu sei de forma objetiva uma vez que conduzir um trade.”
Para ele, não adianta estudar mindset ou fazer PNL se a segmento técnica ainda está frágil. Ele reforça que o trader deve colocar a técnica uma vez que base de sustentação.
“Tudo começa na técnica. Depois vem o emocional. Não é o contrário.”
O caminho para a consistência, segundo ele, não é fácil mas é verosímil: exige tempo, estudo, prática e repetição.
Confira mais conteúdos sobre estudo técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
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