Impedido de deixar Brasília por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro viu Michelle ocupar o espaço político que ele “deixou vago” — com discrição, estratégia e crescente influência. Sem vaidade, a ex-primeira-dama passou a discursar em nome do ex-presidente, intensificou o contato com lideranças religiosas e partidárias e, mais recentemente, tem comandado as viagens que antes seriam protagonizadas por Bolsonaro.
Na última sexta-feira, por exemplo, enquanto o ex-presidente permanecia recluso em moradia para não descumprir decisões judiciais, Michelle esteve em agenda pública na Paraíba. O ex-ministro Marcelo Queiroga foi direto:
— Todos nós, sob a liderança do presidente Bolsonaro, que está parcialmente impedido de praticar sua liderança em toda sua plenitude, iremos nos guiar por Michelle Bolsonaro, que é uma figura sensacional.
A atuação não passou despercebida. Desde a operação da Polícia Federalista em 18 de julho, Michelle ganhou mais de 138 milénio seguidores no Instagram, impulsionada por postagens firmes e mensagens religiosas que misturam política e fé. Mesmo sem comentar publicamente sobre seus planos, ela tem adotado, nos bastidores, um oração combativo e messiânico. Em reuniões fechadas, se define uma vez que “voz profética” e afirma que foi “levantada por Deus para essa hora”.
A mudança de postura marca um contraste com a Michelle de 2018, que tinha um papel recatado, focado em pautas sociais e religiosas. Desde 2022, porém, a ex-primeira-dama ganhou tração em seguida um oração marcante na convenção do PL, no Rio. O impacto foi inopino e acendeu alertas dentro da {sigla}: Michelle tinha potencial eleitoral.
Esse capital foi posto em prática em seguida a eleição. Na presidência do PL Mulher, ela percorreu o país, fortaleceu alianças com líderes evangélicos, influenciadoras e cantoras gospel e ampliou o engajamento da base conservadora. Recentemente, esteve em reunião com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, reforçando seu lugar no núcleo estratégico da legenda.
Até mesmo Bolsonaro reconhece a força da esposa:
— Eu vou conversar com ela. A gente não vinha discutindo política por aí, mas é uma pessoa séria e de crédito — afirmou o ex-presidente.
Entre falas messiânicas, postagens impactantes e viagens simbólicas, Michelle Bolsonaro não exclusivamente preenche um vácuo deixado por Jair: ela se consolida uma vez que uma figura medial do bolsonarismo — e, talvez, uma verosímil candidata no horizonte.
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