O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 27, que o país continuará seus esforços militares na Fita de Gaza até entender todos os objetivos de guerra, inclusive a eliminação do grupo Hamas.
“Continuaremos a lutar, continuaremos a agir até alcançarmos todos os nossos objetivos de guerra — até a vitória completa”, declarou durante visitante à Base Aérea de Ramon, no deserto de Negev.
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Netanyahu reiterou que o governo israelense permite a ingressão de ajuda humanitária mínima no território, apesar das críticas internacionais. “Seja qual for o caminho que escolhermos, teremos de continuar permitindo a ingressão de suprimentos humanitários mínimos”, disse. “Fizemos isso até agora.”
O premiê acusou a Organização das Nações Unidas de mentir sobre a atuação de Israel. “A ONU está criando uma desculpa e uma pataratice sobre o Estado de Israel”, disse. “Dizem que não estamos permitindo a ingressão de ajuda humanitária. Isso é falso. Existem comboios seguros. Sempre existiram. Mas agora é solene. Não haverá mais desculpas.”
Também neste domingo, as Forças de Resguardo de Israel (IDF) anunciaram a adoção de “pausas táticas locais” diárias de 10 horas em áreas densamente povoadas da Fita de Gaza onde não há operação terrestre, uma vez que al-Mawasi, Deir al-Balah e Gaza City.
Segundo o tropa, as pausas ocorrerão das 10h às 20h “todos os dias até novo aviso”. A decisão foi coordenada com a ONU e outras entidades internacionais, conforme o pregão do governo israelense.
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O objetivo pronunciado é “aumentar o escopo da ajuda humanitária que entra na Fita de Gaza”, com rotas seguras designadas das 6h às 23h para permitir a passagem de comboios das Nações Unidas e outras organizações de assistência com víveres e medicamentos.
Durante a madrugada, pela primeira vez desde o primícias do conflito, o próprio tropa israelense realizou um lançamento desatento de víveres sobre Gaza, com sete paletes de suprimentos. Até portanto, exclusivamente países estrangeiros haviam feito esse tipo de operação.
Participação de países árabes e pressão internacional
A retomada de ajuda internacional coincidiu com o pregão israelense. O Egito enviou mais de 100 caminhões com 1,2 milénio toneladas de víveres para Gaza por meio da passagem de Kerem Shalom, que liga Israel à Fita. Foi a primeira vez que os egípcios enviaram ajuda durante combates ativos desde que Israel assumiu o controle da passagem de Rafah em maio de 2024.
Jordânia e Emirados Árabes Unidos também retomaram o lançamento desatento de suprimentos. Três aviões lançaram muro de 25 toneladas de víveres, de concordância com a sucursal solene jordaniana. O chanceler dos Emirados, Abdullah bin Zayed, afirmou no sábado que a situação humanitária em Gaza chegou a “um estágio crítico e sem precedentes”.
Outrossim, os Emirados começaram a construção de um oleoduto para fornecimento de chuva potável entre uma usina de dessalinização no Egito e a região de al-Mawasi, no sul de Gaza, onde muro de 600 milénio pessoas estão concentradas.
Segundo a Coordenação de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat), a obra funcionará de forma independente da infraestrutura hídrica israelense e deve levar semanas para ser concluída.
Operações militares continuam
Mesmo depois do primícias das pausas humanitárias, ataques aéreos continuaram a ocorrer. Segundo autoridades locais, uma mulher e quatro crianças morreram em um bombardeio em Gaza City. No totalidade, pelo menos 37 palestinos foram mortos entre a noite de sábado e o domingo, inclusive 22 pessoas que buscavam ajuda.
Quatro soldados israelenses ficaram feridos por um explosivo em Rafah, no sul de Gaza. Entre eles está o comandante da Unidade de Reconhecimento do Deserto, que teve ferimentos graves. Dois outros militares estão em estado moderado e ligeiro, e um rastreador da suplente também foi gravemente ferido. Todos foram levados para hospitais.
O tropa também anunciou a ruína de um túnel de 500 metros do Hamas em Beit Hanoun, no setentrião de Gaza. A operação foi conduzida por reservistas da Brigada de Paraquedistas 646 com espeque da unidade de engenharia Yahalom.
No sábado, dois soldados israelenses morreram e um solene ficou ferido por um artefato explosivo em Khan Younis, também no sul da Fita. As vítimas foram identificadas uma vez que o capitão Amir Saad, de 22 anos, e o sargento Inon Nuriel Vana, de 20, ambos da unidade de reconhecimento da Brigada Golani.
ONU e organizações reagem a decisão de Israel
O secretário-geral anexo da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou que as equipes da organização “farão todo o provável para entender o maior número de pessoas famintas durante essa janela”. A diretora regional da Oxfam, Bushra Khalidi, considerou a medida um “primeiro passo bem-vindo”.
O Programa Mundial de Provisões declarou que há comida suficiente na região para nutrir toda a população de Gaza por quase três meses. Todavia, o principal tropeço seria a distribuição interna, não a ingressão dos suprimentos.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu que as agências da ONU colaborem mais. “Israel está fazendo o sumo para melhorar o fluxo de suprimentos vitais”, afirmou. “Exorto os órgãos da ONU e organizações internacionais a fazerem sua segmento e garantirem que a ajuda chegue a quem precisa, sem atrasos.”
Netanyahu encerrou: “Temos uma missão, e estamos determinados a cumpri-la — a vitória completa — incluindo a libertação de todos os nossos reféns, a guia do Hamas e a garantia de que Gaza não voltará a ameaçar Israel.”
Leia também: “O Brasil não está longe da fronteira da Fita de Gaza”, item de Alexandre Garcia publicado na Edição 186 da Revista Oeste
https://revistaoeste.com/mundo/netanyahu-diz-que-israel-nao-desistira-ate-vitoria-completa-em-gaza//Manadeira/Créditos -> REVISTA OESTE









