O deputado federalista Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 24, que o Supremo Tribunal Federalista (STF) concentra poder excessivo e que o Brasil vive uma “crise institucional sem precedentes” protagonizada por ministros da Incisão.
“Hoje, estamos vendo um STF na figura de uma pessoa só, que é o Alexandre de Moraes, que acha que pode mandar no Brasil, mandar e desmandar no país”, disse Jordy em entrevista ao programa Redondel Oeste, transportado pelo âncora Silvio Navarro, com participação dos jornalistas Edilson Salgueiro, Maria Laura Assis, Xandu Alves e Anderson Scardoelli.
Líder da oposição em 2023 e 2024, o parlamentar criticou a falta de reação do Senado Federalista ao que chamou de “hipertrofia de poderes” do Judiciário. Para Jordy, o Senado tem se mostrado omisso: “Esse contraveneno perdeu o prazo de validade”, declarou, ao se referir ao mecanismo de freios e contrapesos.
Na visão do parlamentar, o Brasil vive uma “ditadura com verniz de legitimidade”, em que “as violações ocorrem porquê se nós estivéssemos num Estado democrático de recta, mas não estamos”, avalia.
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Jordy comenta as ações de Eduardo nos EUA
Perguntado sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, Jordy defendeu o colega: “Ele acaba sendo um grande articulador para mostrar para o governo Trump tudo que vem acontecendo no nosso país”, disse. “Só quem pode negociar com os EUA hoje é o Eduardo.”
Jordy também afirmou que sanções econômicas impostas pelos EUA não são resultado exclusivamente da política interna brasileira, mas de uma transporte diplomática equivocada do governo atual. Para ele, Lula “faz com que o Brasil seja chamado de liliputiano diplomático, que permite com que o nosso país tenha as relações mais absurdas com terroristas”.
Para o deputado, o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, anunciado por Trump, é “uma forma de pressionar o governo Lula a admitir uma anistia ampla, universal e irrestrita” relacionada aos processos ligados ao 8 de janeiro. “Só isso que vai conseguir fazer com que não haja esse tarifaço que vai prejudicar toda a economia do nosso país”, afirma.
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Deputado quer se candidatar ao Senado
O deputado confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federalista pelo Rio de Janeiro e disse que pesquisas preliminares demonstram que seu nome apresenta bom desempenho. Afirmou também que a eleição ao Senado em 2026 será decisiva: “A taxa vai ser impeachment dos ministros do Supremo”.
Ao final da entrevista, Jordy avaliou que o cenário político está favorável à direita. Acredita que a atuação do STF, que descreveu porquê “covarde”, reforça o esteio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Alexandre de Moraes, às vezes, não percebe porquê ele acaba sendo o maior cabo eleitoral do Bolsonaro”, encerrou.
Leia também: “A anistia inevitável”, item de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste
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