Mesmo diante da inelegibilidade imposta ao ex-presidente, lideranças de siglas uma vez que PP, Republicanos e União Brasil reconhecem que o cenário pode mudar em poucos meses. Há expectativa de reversão da punição a Jair nos tribunais superiores. Mas mesmo que a inelegibilidade se mantenha, o temor é que Eduardo concentre todo o simbolismo e apelo eleitoral bolsonarista, o que o colocaria adiante de qualquer nome que o Centrão tente declamar.
O entendimento compartilhado por essas lideranças é de que o fruto do ex-presidente não só tem obtido triunfo nas articulações mais sensíveis do momento, uma vez que também tem tomado para si a imagem de liderança vernáculo capaz de conduzir um novo ciclo político. Até pouco tempo detrás, essa possibilidade era considerada improvável até mesmo entre aliados. Mas com o desenrolar da crise internacional e a aproximação com Washington, o nome de Eduardo passou a ser visto uma vez que inevitável.
Outro ponto que sustenta a inquietação do Centrão é o entrada direto que o parlamentar tem mantido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a integrantes estratégicos da Moradia Branca. A leitura entre os dirigentes partidários é que tal nível de interlocução traz um trunfo incomparável para qualquer político com aspirações nacionais. Embora Eduardo já tivesse trânsito com o entorno de Trump em anos anteriores, agora a percepção é de que ele está consolidado uma vez que ponte solene com o governo norte-americano, com as portas da Moradia Branca totalmente abertas.
Com Jair Bolsonaro fora da disputa, as apostas do Centrão se voltavam para nomes uma vez que Tarcísio de Freitas. Apesar da origem bolsonarista, o mandatário paulista é considerado mais palatável ao grupo. Outro nome é o de Ratinho Júnior, governador do Paraná, que também flerta com os interesses dessa flanco do Centrão. A teoria era de que uma dessas candidaturas representasse a “viradela de página” contra o bolsonarismo. Mesmo obtendo votos desse eleitorado, os ‘centristas’ enquadram a base mais leal ao ex-presidente uma vez que “extremista” e “travanca para agendas pragmáticas”.
O conta, apesar das tentativas de triunfo, foi profundamente transformado nas últimas semanas. De forma unânime, a avaliação atual entre os dirigentes do Centrão é que Eduardo Bolsonaro entrou definitivamente no jogo e embaralhou o tabuleiro para 2026. Com os tarifaços e sanções norte-americanas prestes a atingir o Brasil, a tendência é que o parlamentar de 41 anos amplie ainda mais sua base, se beneficiando da insatisfação popular e de um exposição de resgate democrático vernáculo.
A incógnita agora não é mais se Eduardo será candidato — mas até onde sua candidatura poderá ir. E, para o Centrão, essa resposta já é uma ameaço direta aos seus planos de protagonismo político.
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