O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu a realização de reuniões de comissões parlamentares entre os dias 22 de julho e 1º de agosto, suspendendo temporariamente as atividades internas da Vivenda durante o chamado “recesso branco”. O despacho foi assinado nesta terça-feira (22) e publicado no Quotidiano Solene da Câmara.
A decisão inviabilizou duas sessões marcadas para esta manhã, nas comissões de Segurança Pública e de Relações Internacionais, ambas comandadas por deputados do PL – partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. As pautas incluíam moções de suporte, solidariedade e louvor a Bolsonaro, em meio às medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federalista (STF).
As comissões são presididas pelos deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR), aliados próximos do ex-presidente. As sessões foram convocadas apesar do recesso informal iniciado na última sexta-feira (19), já que o Congresso ainda não aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que impede a decretação formal do recesso.
A medida de Hugo Motta é vista porquê uma tentativa de moderar a fala da oposição durante o período de suspensão dos trabalhos legislativos. Mesmo sob pressão de parlamentares bolsonaristas, o presidente da Câmara e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiram manter o recesso informal até o término do mês.
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