De harmonia com fontes ouvidas sob suplente, integrantes do governo dos Estados Unidos acompanham os desdobramentos diretamente com o presidente Donald Trump. O ponto está na atuação do Supremo Tribunal Federalista (STF), principalmente nas decisões do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela ordem de procura e inquietação e pelas medidas restritivas impostas a Bolsonaro.
Por decisão de Moraes, o ex-presidente terá que usar tornozeleira eletrônica, satisfazer recolhimento domiciliar no período noturno e aos fins de semana, além de estar proibido de manter contato com diplomatas, investigados e também com seu fruto, o deputado federalista licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Eduardo tem sido um dos principais articuladores de pressão internacional contra o STF. Segundo o The Washington Post, o parlamentar vem trabalhando com o governo Trump para que o ministro Alexandre de Moraes seja incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky — instrumento lícito dos Estados Unidos utilizado para punir autoridades estrangeiras envolvidas em violações de direitos humanos ou atos de prevaricação.
O jornal afirma que quatro fontes familiarizadas com as tratativas confirmaram o projecto. Duas delas relataram ter visto uma minuta da ordem de sanções, que, segundo a publicação, foi rejeitada inicialmente pelo Departamento do Tesouro, mas permanece sob estudo.
A pronunciação, segundo aliados de Bolsonaro, também mira o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante do progressão de investigações que envolvem o ex-presidente e seus aliados em processos por suposta tentativa de golpe de Estado depois as eleições de 2022.
Na quinta-feira (17), Trump divulgou uma novidade missiva dirigida a Bolsonaro. No texto, o presidente norte-americano afirma que o coligado sofre “ataques” de um “sistema injusto” e declara que está “observando de perto”. “Oriente julgamento precisa parar imediatamente”, escreveu Trump, em referência ao processo no STF.
Trump já havia manifestado base explícito a Bolsonaro no início de julho, ao anunciar uma sobretaxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros vendidos ao mercado americano. A medida foi comunicada em missiva enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na qual o republicano criticou a “caça às bruxas” contra seu coligado no Brasil.
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