Filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) vão às urnas manuais neste domingo (6) em todo o país para escolher os novos dirigentes municipais, estaduais e o presidente vernáculo da legenda. Esta será a primeira vez em doze anos que o partido realiza o chamado Processo de Eleição Direta (PED), e o pleito marcará também o fechamento da gestão da deputada Gleisi Hoffmann adiante do partido.
Diferentemente das últimas eleições internas, a votação deste ano será realizada exclusivamente por meio de cédulas de papel. A mudança ocorreu posteriormente a Justiça Eleitoral recusar o empréstimo das urnas eletrônicas solicitadas pela legenda. Em março, a direção vernáculo do PT havia recorrido à ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para intermediar a cessão dos equipamentos. A magistrada, no entanto, respondeu que a decisão caberia aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado.
Ao menos quatro estados — Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo e Pernambuco — negaram o pedido, alegando dificuldades logísticas e preocupações com a segurança do processo. Diante da situação, o PT chegou a considerar um padrão híbrido de votação, mas decidiu uniformizar o processo e adotar o voto em papel em todo o país.
A escolha do novo presidente vernáculo do partido deverá influenciar diretamente a transporte da {sigla} para as eleições de 2026. Gleisi Hoffmann deixou o comando da legenda em março para assumir a Secretaria de Relações Institucionais no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde logo, o senador Humberto Costa (PT-PE) ocupa interinamente a presidência vernáculo da legenda.
O PED é uma das principais formas de mobilização interna do partido e deve narrar com a participação de centenas de milhares de filiados em todas as cinco regiões do Brasil.
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