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A fragilidade política do presidente Lula, exposta depois a crise do IOF e as sucessivas derrotas no Congresso, acelerou o loteamento de cargos estratégicos. Para tentar reconstituir a base no Senado, o Planalto sinaliza entregar o controle dos Correios ao senador Davi Alcolumbre. A estatal, com orçamento bilionário e mais de 80 milénio servidores, vira moeda de troca para prometer votos e blindar o governo de novas derrotas legislativas.
Nos bastidores, interlocutores de Alcolumbre já indicam nomes ligados ao União Brasil para assumir a presidência da empresa. A negociação envolve nomeações em diretorias regionais, ampliando a influência do senador no Setentrião e no Nordeste, onde a logística dos Correios tem potente impacto político. Parlamentares contrários à manobra acusam Lula de “vender” o patrimônio público para salvar sua agenda.
A entrega dos Correios ao grupo de Alcolumbre também mira as eleições municipais de 2026, oferecendo estrutura de campanha e capilaridade em cada município. Analistas avaliam que a estatal se transformará em “cartório eleitoral” do União Brasil, enfraquecendo ainda mais a base original do PT, que vê espaços estratégicos migrarem para aliados cada vez mais exigentes.
O movimento, porém, traz risco: setores da esquerda e sindicatos dos Correios já articulam greve caso a novidade direção avance com cortes, privatizações parciais ou terceirizações. Se confirmada, a troca pode gerar mais desgaste para um Lula acuado, que cede espaço aos caciques do Congresso enquanto o próprio partido perde protagonismo.
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