Mesmo prestes a completar um ano de funcionamento, o programa Voa Brasil, que oferece passagens aéreas a preços reduzidos para aposentados do INSS, atingiu somente 1,37% da meta de bilhetes estipulada pelo governo federalista.
O projeto, lançado no termo de julho de 2024, previa a venda de 3 milhões de passagens em 12 meses. Todavia, somente 41 milénio foram comercializadas entre julho do ano pretérito e maio deste ano, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
O desempenho aquém do esperado reflete dificuldades de adesão dos beneficiários, uma vez que relatou a aposentada Maria Aparecida Albernaz ao jornal O Mundo. Ela destacou que prefere comprar bilhetes por meio de pontos, já que a oferta do Voa Brasil se limita a horários e datas específicos, o que dificulta o planejamento de viagens em grupo e durante feriados.
“Essas passagens têm que ser quando há horário disponível, e não quando a gente quer”, disse Maria. “Fica difícil, porque você precisa ter disponibilidade, e eu não viajo sozinha.”
Queda nas vendas e desafios operacionais
As vendas de passagens pelo Voa Brasil estão em queda nos últimos meses. Em janeiro, houve a comercialização de pouco mais de 5,3 milénio bilhetes, enquanto em maio o número caiu para pouco mais de 2,6 milénio.
Em maio, a Gol vendeu somente dez passagens, em razão de problemas técnicos, enquanto a Azul somou 743 e a Latam, 1.851. No aglomerado, a Latam lidera as reservas, com 42,6%; seguida pela Gol, com 42%; e Azul, com 15%.
Leia mais: “O Congresso humilha o governo”, cláusula de Silvio Navarro publicado na Edição 275 da Revista Oeste
O programa funciona sem recursos públicos e depende da disponibilidade de assentos ociosos oferecidos pelas companhias aéreas, principalmente em períodos de baixa temporada, para prometer a rentabilidade das rotas. Desde 2006, com a geração da Sucursal Vernáculo de Aviação Social (Anac), as empresas têm autonomia para definir destinos e preços das passagens, com o objetivo de incentivar a livre concorrência no setor.
Limitações do programa Voa Brasil
Idealizado pelo ex-ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, o Voa Brasil enfrentou atrasos até ser implementado e, atualmente, abrange somente aposentados do INSS, sem incluir pensionistas. O Ministério de Portos e Aeroportos aguarda informações do Ministério da Instrução para expandir o favor a alunos do Prouni, promessa feita desde o lançamento.
O Ministério de Portos e Aeroportos avalia que o Voa Brasil exerce papel social relevante ao facilitar o aproximação de pessoas de baixa renda ao transporte leviano, principalmente aposentados do INSS que não voaram nos últimos 12 meses. Segundo a pasta, a meta de 3 milhões de assentos refere-se ao compromisso assumido pelas companhias aéreas.
Leia também: “Relâmpago-X de um governo taxador”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 275 da Revista Oeste
https://revistaoeste.com/politica/em-quase-1-ano-voa-brasil-vende-pouco-mais-que-1-das-passagens-previstas//Nascente/Créditos -> REVISTA OESTE







