Conflito no Oriente Médio ecoa nos corredores da maior conferência de psicodélicos do mundo
As tensões entre Israel e Palestina intensificadas desde os ataques de 7 de outubro de 2023 e agravadas pelo massacre contínuo na Tira de Gaza são impossíveis de ignorar. E isso se torna ainda mais evidente quando o cenário é um evento global que discute justamente o uso de psicodélicos no tratamento de traumas profundos uma vez que os que têm marcado civis, famílias e comunidades inteiras na região.
A Psychedelic Science Conference 2025, organizada pela Maps (Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies), vive um momento quebradiço. Pela 1ª vez na história da conferência, detectores de metal foram instalados nas entradas e saídas do Colorado Convention Center, em Denver. O clima de segurança reforçada é um revérbero direto das tensões políticas que pairam dentro e fora do auditório.
O indumento de grande secção dos líderes da Maps terem origem judaica ao mesmo tempo em que o governo dos EUA mantém suporte irrestrito a Israel provocou incômodos explícitos e implícitos durante o evento. Mas isso não impediu que a taxa Palestina estivesse presente. E não foi só presente, foi mediano. Vários painéis colocaram em foco o uso de psicodélicos em zonas de conflito.
Especialistas da Palestina, de Israel, da Ucrânia e da Bósnia compartilharam dados, dilemas e experiências sobre uma vez que oferecer desvelo psicoterapêutico testemunhado por substâncias em contextos onde o “set and setting” ideal está comprometido por bombardeios, repressão e ocupações militares.
As conversas trataram de traumatismo coletivo, luto prolongado e do repto ético de promover trato em ambientes onde a dor segue em curso. Houve espaço também para discutir resiliência e esperança em comunidades árabes marcadas pela guerra. O tema atravessou a programação mesmo em painéis que discutiam outros temas.
O ex-jogador da NFL Jordan Poyer dividiu o palco com Jon Feliciano e Robert Gallery para falar sobre suas experiências com a ayahuasca. A conversa, mediada por Aubrey Marcus, acabou ganhando contornos políticos quando a questão palestina foi citada em paralelo ao processo de trato e reconhecimento da dor alheia. Do lado de fora, a Palestina também apareceu entre protestos de indígenas norte-americanos, que pediam por liberdade do povo palestino.
O diretor da Maps, Rick Doblin, citou durante o seu exposição de buraco o potencial que as terapias psicodélicas têm tanto no apaziguamento das tensões quanto no tratamento dos traumas que se sobrepõem ano em seguida ano entre populações que vivem em ambientes de guerra. Doblin revelou planos da Maps para oferecer tratamentos com MDMA aos sobreviventes do ataque do Hamas de outubro de 2023 em Israel.
Um dos estudos mais reveladores apresentados recentemente veio da Universidade de Haifa, em Israel, e lança luz sobre uma verdade até agora pouco explorada, o uso natural de MDMA por secção de sobreviventes do ataque de 7 de outubro de 2023, durante o festival Novidade.
A pesquisa, conduzida com 657 participantes, revelou que aqueles que haviam consumido a substância no momento da tragédia apresentaram marcadores significativamente menores de estresse pós-traumático nos meses seguintes, além de relatar maior sensação de suporte social e melhora na qualidade do sono. Ao contrário do estigma tradicionalmente associado ao MDMA, os dados apontam para um papel inesperadamente protetor do formado em meio ao caos.
Um dos pesquisadores envolvidos no levantamento afirmou que o MDMA foi a mais protetora das substâncias e embora não se trate de uma emprego clínica formal, o que emerge da reparo é a urgência urgente de repensar os limites entre o uso recreativo e terapêutico em contextos de traumatismo extremo.
AYAHUASCA, PALESTINOS E ISRAELENSES
Outro estudo, publicado em 2021 pela Frontiers in Pharmacology, documentou sessões de ayahuasca envolvendo palestinos e israelenses em Israel. Conduzidas de forma privada, longe das instituições, essas experiências reuniram civis dos 2 lados do conflito em encontros com o objetivo de passar, juntos, camadas profundas de traumatismo. A pesquisa analisou relatos de 31 participantes e aponta para a possibilidade de que contextos ritualísticos com uso da substância podem promover empatia e reconhecimento reciprocamente entre grupos historicamente divididos.
De tratado com os autores, as sessões desencadearam sentimentos de conexão, pertencimento e até visões simbólicas ligadas ao conflito. Embora o número de participantes ainda seja restringido, o estudo traz à tona uma abordagem não convencional para mourejar com traumas coletivos em zonas de guerra. As sessões foram descritas uma vez que momentos de descompressão emocional, com episódios de pranto, escuta silenciosa e compartilhamento de histórias em um envolvente onde o sofrimento não era instrumentalizado, mas reconhecido uma vez que ponto geral.
Ainda longe de qualquer validação solene, a iniciativa expõe um dilema: enquanto o debate internacional segue travado entre posições políticas e diplomáticas, civis seguem buscando alternativas possíveis, inclusive por meio de substâncias enteógenas. A pesquisa sugere que, mesmo fora do magnificência médico tradicional, os psicodélicos podem funcionar uma vez que ferramentas de enfrentamento de traumas profundos principalmente quando os mecanismos institucionais de desvelo já se mostraram insuficientes.
Leia mais sobre a Psychedelic Science Conference:
Assista ao vídeo (3min3s):
https://www.poder360.com.br/poder-saude/guerra-em-gaza-tambem-e-tema-na-psychedelic-science-conference/ / Natividade/Créditos -> Poder 360





